quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

August Dickmann: o primeiro de uma história de horror

      A algum tempo postei nesse mesmo blog artigos sobre a Segunda Guerra Mundial, especialmente sobre as Testemunhas de Jeová durante o nazi-fascismo, falei da tentativa de extermínio de Hitler contra os então "Estudantes da Bíblia" ou como ele mesmo dizia "Ernste Bibelforscher (fervorosos estudantes da bíblia)", abordei a simbologia nazista e os seus triângulos especialmente os triângulos roxos ( símbolo das Testemunhas de Jeová nos campos de extermínio).
     Hoje venho abordar mais um capítulo sui generes dessa história ainda tão obscura e desconhecida para a maioria das pessoas. Venho falar de um personagem ainda pouco conhecido, August Dickmann.
      August Dickmann foi na realidade a primeira vítima do nazismo alemão, ele foi o primeiro objetor ao regime nazista em  15 de Setembro de 1939 que foi penalizado com morte. Mais quem era  August Dickmann? E por que sua história é importante de ser estudada?
        Dickmann era um jovem alemão nascido em 07 de Janeiro de 1910, tendo se tornado um pregador das boas novas ainda bem jovem aos 22 anos de idade, isso mesmo o jovem August a primeira vítima do nazismo era uma Testemunha de Jeová, August foi preso no ano de 1937 e apenas três dias após a Segunda Guerra eclodir membros da SS (Schutzstaffel, a guarda de elite de Hitler), tentaram obriga-lo a assinar um alistamento militar, algo que de imediato ele recusou e como punição o chefe da SS do campo concentração de Sachsenhausen o senhor Heinrich Himmler o mandou assassinar na presença de todos para servir de exemplo. Dickmann foi assassinado com tiros pelas costas, dado três guardas da SS,  sendo que ainda recebeu de um oficial da SS um tiro na cabeça e logicamente vendo a falecer no mesmo instante.
          Com essa atrocidade Dickmann se tornara o primeiro de milhões que seria brutalmente torturados e mortos pelo nazismo alemão. O próprio jornal THE NEW YORK TIMES  havia noticiado em 17 de Setembro de 1939:  "August Dickmann, de 29 anos, . . . foi fuzilado aqui por um pelotão de fuzilamento." O mesmo jornal enfatizou que ele foi a primeira vítima morta por se opor conscientemente aquela Guerra.
           August Dickmann foi apenas o primeiro de tantos outras Testemunhas de Jeová mortas durante o nazismo, mais ele embora sendo a primeira de todas as vítimas mostrou como a maioria das Testemunhas de Jeová agiriam mesmo diante a maior atrocidade já vista pela humanidade, permanecendo fiéis a Jeová e o tendo sempre como governante antes que os homens (Atos 5:29). Dickmann foi  o primeiro a deixar claro que as Testemunhas de Jeová iriam preferir a morte a ter que renunciar aos seus princípios religiosos, o que foi a marca do grupo durante o massacre nazista contra s Testemunhas de Jeová , preferiram morrer fiéis a Jeová Deus do que viver tendo que renunciar a sua fé.
          Histórias como a de Dieckmann nos mostram  pessoas que são verdadeiros exemplos de superação e de lição de vida. Mas há tantas outras estórias e histórias tão ou mais surpreendentes, que nos fazem simplesmente parar, pensar e perceber que por maior  que os nossos problemas  e dificuldades sejam se tornam irrisórios diante de fatos como esses,   e que como diria John Fellinus: “maravilhosa é a vida quando entendemos que a humanidade é composta de personalidades de todos os tipos. Há os que ajudam e os que derrubam. Os que constroem e os que destroem. Os que elogiam e os que criticam. Os que invejam e os que desejam o bem. Os que amam e os que odeiam. Os que são verdadeiros e os que fingem. E quão bom é quando, a todos, indistintamente, desejamos um bom dia, mesmo que não nos ouçam nem nos queiram ouvir dizer”. E que como retrata Fernando Sabino “existem momentos inesquecíveis (Segunda Guerra Mundial), coisas inexplicáveis   (Nazismo) e pessoas incomparáveis ”.



 No dia 18 de setembro de 1999 foi colocada no antigo campo de concentração de Sachsenhausen na Alemanha, uma placa memorial a respeito de August Dickmann:

Uma Testemunha de Jeová - fuzilado em público pela SS, em 15 de setembro de 1939, por sua objeção de consciência.




2 comentários:

  1. Prezado Webert,
    Simplesmente fantástica sua pesquisa e explanação. Fatos como este infelizmente são desprezado pelos os que dizem retratar a história - no entanto, para Jeová e o seu povo nunca será esquecido.

    Parabéns!

    Forte abraço,

    Wendel Coelho

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  2. Olá, muito triste essa história, e tantas outras que houveram tbém.Mais triste ainda porque descobri recentemente que August Dickmann, o primeiro a se recusar a lutar contra os seus próprios irmãos, foi meu parente, ele era primo do meu avô, meu primo em terceiro grau.
    email:simeuamoajesus@hotmail.com

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